UTILIDADES


EDUARDO STREET  (1934 – 2006)


Um homem com uma vida inteira dedicada à sonorização, mas muito especialmente ao teatro radiofónico. Nascido em 1934, Eduardo Street foi o profissional que mais peças de teatro, folhetins e séries realizou na história da rádio portuguesa. A sua escola, como a de muitos profissionais de rádio, foi, segundo é voz corrente, a melhor escola de rádio, a Rádio Universidade, na qual ingressou em 1953. Aí escreveu, sonorizou e realizou programas na área de História, Literatura e Teatro.
A primeira peça de teatro que sonorizou foi O Iconoclasta de Fernando Amado, no Teatro Avenida. Corria o ano de 1955.
No ano seguinte, convidado pelo produtor e realizador Cunha Teles, começou a sonorizar jornais e documentário cinematográficos.
Entrou na Emissora Nacional em 1958, realizando folhetins e teatros, além de séries e programas sobre temas culturais. Colaborou, ainda, com a Rádio Renascença e o Rádio Clube Português. Iniciou-se então como realizador de teatro radiofónico, folhetins e programas dramatizados.
Ao mesmo tempo prosseguiu o seu trabalho no cinema, sonorizando filmes de António Lopes Ribeiro, Perdigão Queiroga e Francisco de Castro. No teatro foi responsável pela banda sonora de vários espectáculos de diversas personalidades, como Manuel Lereno, Varela Silva, Augusto de Figueiredo e Vasco Morgado.
Em 2005, recebeu a medalha de honra da Sociedade Portuguesa de Autores como forma de reconhecimento e consagração do trabalho de criação por si desenvolvido.
É autor do livro O Teatro Invisível – História do Teatro Radiofónico, um documento precioso sobre a História do Teatro Radiofónico em Portugal e as figuras – actores, autores e realizadores – que a protagonizaram.
Em homenagem a uma vida dedicada ao Teatro Radiofónico, a Antena 2, às 5ª feiras às 21h00, recupera do Arquivo Histórico da Rádio, algumas das peças de teatro realizadas por Eduardo Street.

 

O Teatro Imaginário…

É na Rádio Universidade, onde escreve, faz locução e programas de índole cultural, que a paixão de Eduardo Street pela rádio nasce, cresce e amadurece. Em 1958 entra para a Emissora Nacional, especializando-se na realização de folhetins e programas dramatizados. Pela mão dele são transmitidos 45 folhetins e mais de 500 peças de teatro, revisitando os mais diversos autores como Gil Vicente, Calderon de la Barca, Cervantes, Luís de Camões, Molière, Garrett, Camilo Castelo Branco, Ferreira de Castro, José Cardoso Pires, Vergílio Ferreira, Kafka e muitos outros. Ao mesmo tempo, Eduardo Street explora o mundo da publicidade levando consigo o “seu” teatro, dando voz a actores em vez de locutores, valorizando as palavras em mensagens publicitárias. Em 1992, pela 1ª vez na história da rádio portuguesa, Eduardo Street põe o teatro radiofónico em contacto directo com o público, numa versão de Frei Luís de Sousa apresentada ao vivo no Palácio de Fronteira com transmissão na Antena 2. Em 1997 renasce, nos estúdios, o teatro radiofónico, rebatizado com o nome de Teatro Imaginário, e com um conceito distinto: textos curtos baseados em diálogos simples, concebidos por novos autores que, ora jogando com um humor corrosivo, ora fazendo cruzar a lógica com o absurdo, pudessem captar um público mais jovem. Os clássicos não são esquecidos e muito menos a música, que começa a entrar como personagem em obras fascinantes como “O Concerto para Piano em Lá Menor, Opus 54, de Shumann”, ou “O Mito de D. Juan”, proporcionando neste caso um confronto formidável entre Molière e Mozart. Em 2005, um ano antes da sua morte, Eduardo Street recebeu a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores, “como forma de consagração do trabalho de criação desenvolvido”. Em 2006 publicou “O Teatro Invisível – História do Teatro Radiofónico”, livro que dedicou aos profissionais da rádio, aos escritores da rádio, aos actores, às vozes perdidas no éter. O seu Teatro Imaginário renasce agora, e ao longo de um ano, na Antena 2, recuperando e comprovando o valor do seu trabalho, para sempre guardado nos arquivos da rádio.

Fonte


Auto da Compadecida – (audio-teatro)

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Investimentos Inteligentes – Gustavo Cerbasi – (audiobook)

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Martin Luther King Jr.

Martin Luther King Jr. (Atlanta, 15 de Janeiro de 1929 — Memphis, 4 de Abril de 1968) foi um pastor protestante e activista político estadunidense. Tornou-se um dos mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência […]


“Tu pouco dás quando dás de tuas posses.
É quando dás de ti próprio que realmente
estás dando.. É belo dar quando solicitado;
é mais belo ainda dar quando não solicitado;
dar por haver apenas compreendido.”
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“Pois as distâncias não existem para a recordação;
e somente o esquecimento é um abismo que nem a voz nem o olho podem atravessar.”
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“Ao fim,quando baixei novamente à planície,e da planície, após, desci aos vales meus, meus olhos viram num deslumbramento, que também nas planícies e nos vales, em tudo, estava Deus.”
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Vossos filhos não são vossos filhos.
São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma.
Vêm através de vós, mas não de vós.
E embora vivam convosco, não vos pertencem.
Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos,
Porque eles têm seus próprios pensamentos.
Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na mansão do amanhã,
Que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho.
Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós,
Porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados.
Vós sois os arcos dos quais vossos filhos são arremessados como flechas vivas.
O arqueiro mira o alvo na senda do infinito e vos estica com toda a sua força
Para que suas flechas se projectem, rápidas e para longe.
Que vosso encurvamento na mão do arqueiro seja vossa alegria:
Pois assim como ele ama a flecha que voa,
Ama também o arco que permanece estável.
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A Razão e a Paixão

E a sacerdotisa adiantou-se novamente e disse: “Fala-nos da razão e da paixão”. E ele respondeu, dizendo: Vossa alma é frequentemente um campo de batalha onde vossa razão e vosso juízo combatem vossa paixão e vosso apetite. Pudesse eu ser o pacificador de vossa alma, transformando a discórdia e a rivalidade entre vossos elementos em união e harmonia. Mas como poderei fazê-lo, a menos que vós mesmos sejais também pacificadores, mais ainda, enamorados de todos os vossos elementos?

Vossa razão e vossa paixão são o leme e as velas de vossa alma navegante. Se vossas velas ou vosso leme se quebram, só podereis derivar ou permanecer imóveis no meio do mar. Pois a razão, reinando sozinha, restringe todo impulso; e a paixão, deixada a si, é um fogo que arde até sua própria destruição.

Que vossa alma eleve, portanto, vossa razão à altura de vossa paixão, para que ela possa cantar, E que dirija vossa paixão a par com vossa razão, para que ela possa viver numa ressurreição quotidiana e, como a fénix, renascer das próprias cinzas.

Gostaria que tratásseis vosso juízo e vosso apetite como trataríeis dois hóspedes amados em vossa casa. Certamente não honraríeis um hóspede mais do que o outro; pois quem procura tratar melhor um dos dois, perde o amor e a confiança de ambos.

Entre as colinas, quando vos sentardes à sombra fresca dos álamos brancos, compartilhando a paz e a serenidade dos campos e dos prados distantes, então que vosso coração diga em silêncio: “Deus repousa na razão”.E quando bramir a tempestade, e o vento poderoso sacudir a floresta, e o trovão e o relâmpago proclamarem a majestade do céu, então que vosso coração diga com temor e respeito: “Deus age na paixão”. E já que sois um sopro na esfera de Deus e uma folha na floresta de Deus, vós também devereis descansar na razão e agir na paixão.
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“Quando te separares de um amigo, não te preocupes, pois o que tu amas nele pode tornar-se mais claro com a sua ausência, assim como para o alpinista a montanha aparece mais clara vista da planície.”
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Ser ocioso é tornar-se estranho às estações e ficar afastado da procissão da vida que marcha majestosamente e com orgulhosa submissão em direcção ao infinito. Quando trabalhais sois uma flauta através da qual o sussurro das horas se transforma em música. Amar a vida através do trabalho é ter intimidade com o segredo mais secreto da vida. É dar a todas as coisas um sopro do vosso espírito. O trabalho é o amor tornado visível.
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“Tu pouco dás quando dás de tuas posses. É quando dás de ti próprio que realmente estás dando. É belo dar quando solicitado; é mais belo ainda dar quando não solicitado; dar por haver apenas compreendido.”
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Para entender o coração e a mente de uma pessoa, não olhe para o que ela já conseguiu, mas para o que ela aspira.
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A Alma…

… E o Deus dos deuses separou de si mesmo uma alma e a dotou de beleza.
E deu-lhe a suavidade da brisa matinal e o perfume das flores do campo e a doçura do luar.
E entregou-lhe a taça da alegria, dizendo-lhe: “Só poderás beber desta taça se esqueceres o passado e não te preocupares com o futuro.” E entregou-lhe a taça da tristeza, dizendo: “Bebe dela, e compreenderás a essência da alegria da vida.”
E soprou nela um amor que a abandonaria ao primeiro suspiro de saciedade, e uma meiguice que a abandonaria à primeira manifestação de orgulho.
E fez descer sobre ela, do céu, um instinto que lhe revelaria os caminhos da verdade.
E depositou nas suas profundezas uma visão que vê, o que não se vê.
E criou nela sentimentos que deslizam com as sombras e caminham com os fantasmas.
E vestiu-a de um vestido de paixão que os anjos teceram com as ondulações do arco-íris.
E colocou nela as trevas da dúvida, que são as sombras da luz.
E tomou fogo da forja do ódio, e ventos do deserto da ignorância, e areia do mar do egoísmo, e terra pisada pelos pés dos séculos e amassou todos esses elementos e fez o homem.
E deu-lhe uma força cega que se inflama nas horas de loucura e desvanece diante das tentações.
Depois, depositou nele a vida, que é o reflexo da morte.
E sorriu o Deus dos deuses, e chorou, e sentiu um amor incomensurável e infinito e uniu o homem e a alma
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Perguntais-me como me tornei louco. Aconteceu assim:
Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!”
Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim.
E quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua.
Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!”
Assim me tornei louco.
E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós.
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O Poeta

Sou um estrangeiro neste mundo.

Sou um estrangeiro, e há na vida do estrangeiro uma solidão pesada e um isolamento doloroso. Sou assim levado a pensar sempre numa pátria encantada que não conheço, e a sonhar com os sortilégios de uma terra longínqua que nunca visitei.

Sou um estrangeiro para minha alma. Quando minha língua fala, meu ouvido estranha-lhe a voz. Quando meu Eu interior ri ou chora, ou se entusiasma, ou treme, meu outro Eu estranha o que ouve e vê, e minha alma interroga minha alma. Mas permaneço desconhecido e oculto, velado pelo nevoeiro, envolto no silêncio.

Sou um estrangeiro para o meu corpo. Todas as vezes que me olho num espelho, vejo no meu rosto algo que minha alma não sente, e percebo nos meus olhos algo que minhas profundezas não reconhecem.

Quando caminho nas ruas da cidade, os meninos me seguem gritando: “Eis o cego, demos-lhe um cajado que o ajude.” Fujo deles. Mas encontro outro grupo de moças que me seguram pelas abas da roupa, dizendo: “É surdo como a pedra. Enchamos seus ouvidos com canções de amor e desejo.” Deixo-as correndo. Depois, encontro um grupo de homens que me cercam, dizendo: “É mudo como um túmulo, vamos endireitar-lhe a língua.” Fujo deles com medo. E encontro um grupo de anciãos que apontam para mim com dedos trêmulos, dizendo: “É um louco que perdeu a razão ao freqüentar as fadas e os feiticeiros.”

Sou um estrangeiro neste mundo.

Sou um estrangeiro e já percorri o mundo do Oriente ao Ocidente sem encontrar minha terra natal, nem quem me conheça ou se lembre de mim.

Acordo pela manhã, e acho-me prisioneiro num antro escuro, freqüentado por cobras e insetos. Se sair à luz, a sombra de meu corpo me segue, e as sombras de minha alma me precedem, levando-me aonde não sei, oferecendo-me coisas de que não preciso, procurando algo que não entendo. E quando chega a noite, volto para a casa e deito-me numa cama feita de plumas de avestruz e de espinhos dos campos.

Idéias estranhas atormentam minha mente, e inclinações diversas, perturbadoras, alegres, dolorosas, agradáveis. À meia-noite, assaltam-me fantasmas de tempos idos. E almas de nações esquecidas me fitam. Interrogo-as, recebendo por toda resposta um sorriso. Quando procuro segura-las, fogem de mim e desvanecem-se como fumaça.

Sou um estrangeiro neste mundo.

Sou um estrangeiro e não há no mundo quem conheça uma única palavra do idioma de minha alma…

Caminho na selva inabitada e vejo os rios correrem e subirem do fundo dos vales ao cume das montanhas. E vejo as árvores desnudas se cobrirem de folhas num só minuto. Depois, suas ramas caem no chão e se transformam em cobras pintalgadas.

E as aves do céu voam, pousam, cantam, gorgeiam e depois param, abrem as asas e viram mulheres nuas, de cabelos soltos e pescoços esticados. E olham para mim com paixão e sorriem com sensualidade. E estendem suas mãos brancas e perfumadas. Mas, de repente, estremecem e somem como nuvens, deixando o eco de risos irônicos.

Sou um estrangeiro neste mundo.

Sou um poeta que põe em prosa o que a vida põe em versos, e em versos o que a vida põe em prosa. Por isto, permanecerei um estrangeiro até que a morte me rapte e me leve para minha pátria.
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Não há religião nem ciência para além da beleza.
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A morte não está mais perto
do idoso do que do recém- nascido.
Nem a vida.
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O mais digno de piedade entre os homens
é o que transforma seus sonhos em ouro e prata.
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Até o espírito mais alado não pode
escapar da necessidade física.
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Quando o amor vier a ter convosco, recebai-o.

Embora os seus caminhos sejam árduos e sinuosos.

Quando as suas asas vos envolverem,
abraçai-o, embora a espada oculta sob suas asas vos possa ferir.

E quando ele falar convosco, acreditai,
Embora a sua voz possa abalar os vossos sonhos como o vento devasta o jardim.

Pois o amor, coroando-vos, também vos sacrificará.

Assim como é para o vosso crescimento, também é para a vossa decadência.

Mesmo que ele suba até vós e acaricie seus mais tenros ramos que tremem ao sol,
Também até suas raízes ele descerá. E as sacudirá, enquanto elas se agarram a terra.

Como molhos de trigo ele vos junta a si. Vos apanha para vos pôr a nu.

Vos peneira para vos libertar das impurezas,
E vos mói até a alvura.

Vos amassa até vos tornardes moldáveis;

E depois vos entrega ao seu fogo sagrado, para que vos torneis pão sagrado,
Para a sagrada festa de Deus.

Todas estas coisas vos fará o amor até que conheçais os segredos do vosso coração,
E com esse conhecimento, vos tomeis um fragmento do coração da vida.

Mas, se receosos procurardes somente a paz do amor e o prazer do amor,
Então é melhor que oculteis a vossa nudez e saiais do amor.

Saiais para o mundo sem sentido onde rireis, mas não com todo o vosso riso.
E chorareis, mas não com todas as vossas lágrimas.

O amor só se dá a si e não tira nada, senão de si.

O amor não possui nem é possuído;
Pois o amor basta-se a si próprio.

Quando amardes não deveis dizer: “Deus está no meu coração”,
Mas antes, “Eu estou no coração de Deus”.

E não pensais que podeis alterar o rumo do amor,
Pois o amor se vos achar dignos dele, dirigirá seu curso.

O amor não tem outro desejo, que não seja de preencher a si próprio.

Mas se amardes e tiverdes desejos, que sejam esses os vossos desejos:
Fundir-se. E ser como um regato que corre e canta sua melodia para a noite.

Amai e amai sempre. Para conhecer a dor de tanta ternura,
E ser ferido pela vossa própria compreensão do amor.

Amai para sangrar com vontade, e alegremente.

Amai para despertar de madrugada com um coração alado,
E dar graças a Deus por mais um dia.
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